Construção
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NORMAS TÉCNICAS PARA SISTEMA DRYWALL

SISTEMA DRYWALL

Saiba por que a normatização é fundamental para garantir a qualidade, o desempenho e a segurança desse sistema construtivo

O drywall entrega uma série de vantagens em relação a outros sistemas construtivos, como a possibilidade de proporcionar uma obra limpa com o mínimo de resíduos, maior rapidez na execução, simplicidade e eficiência na montagem, além de excelentes desempenhos térmico e acústico. No entanto, para usufruir de todos esses benefícios, é fundamental que todos os seus componentes sejam certificados e normatizados, garantindo a segurança e a eficiência do sistema.

Utilizar produtos não normatizados pode trazer sérios problemas para a obra, além de colocar em risco a segurança das pessoas nos ambientes construídos com drywall. Além dos danos estruturais, a estética também pode ser afetada por fissuras, deformações, trincas nas juntas e desprendimento das placas.

“Um exemplo prático disso são os perfis metálicos. Quando não são normatizados, não existe precisão e padrão exatos, impedindo o encaixe e a fixação perfeitos entre as peças. Assim, a famosa ‘gambiarra’ entra em ação e todo o conjunto perde suas características vantajosas, podendo causar deformação nas aplicações e, até mesmo, desabamentos das estruturas”, explica Sergio Reginato, gestor de produtos e de marketing da Placo.

Dentre tantos transtornos, também há os riscos judiciais com a possibilidade de penalização legal envolvidos no uso de produtos não conformes. A Associação Brasileira do Drywall e a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção) alertam que comercializar componentes para drywall não normatizados é crime e esta prática pode penalizar os responsáveis de acordo com o código de defesa do consumidor.

PANORAMA

Apesar de o drywall já estar no país há mais de 40 anos, ainda é comum encontrar produtos fora da norma, com preços menores e de baixa qualidade, o que acaba prejudicando o desenvolvimento do sistema. “É importante ficar atento e não comprar qualquer produto. A economia será muito pouca perto dos problemas que podem ocorrer”, alerta Reginato.

Neste cenário, a elaboração de normas técnicas e regulamentações acaba sendo muito importante para garantir o crescimento e o fortalecimento desse segmento da construção. No Brasil, os textos normativos vêm sendo lançados, revisados e atualizados com uma certa frequência. Uma das normas mais recentes é a NBR 16.831 (Chapas de gesso diferenciadas para drywall – Classificação e Requisitos), de 2020, que pretende regulamentar e estabelecer requisitos quanto a qualidade e ao desempenho do produto, garantindo maior segurança ao mercado e ao sistema.

Atendendo a essa norma, a Placo, por exemplo, já oferece algumas opções de chapas como a Performa – placa que suporta a fixação de até 50 kg direto (sem necessidade de reforços) e 50% mais resistente a impacto, com capacidade para reduzir o ruído em até 50% comparada às convencionais. Há, também, as placas LEV –até 15% mais leves do que as placas standards – e Glasroc X, que possui alto desempenho e produtividade.

Outra novidade relativa à normatização é a revisão da norma NBR 15.758 (Sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall – Projeto e procedimentos executivos para montagem), prevista para ser publicada no início de 2022, logo após sua consulta pública.

ESPECIFICAÇÃO E EXECUÇÃO CUIDADOSAS

ma das formas de apresentar evidências de que tanto o projeto quanto a obra atendem aos requisitos das normas técnicas brasileiras e consideram a exigência de durabilidade da NBR 15.575 (Edificações habitacionais – Desempenho), é especificar e empregar materiais e produtos de construção conformes. “No caso do drywall, não só é importante empregar materiais e produtos em conformidade, mas também elaborar o projeto e adotar os procedimentos de execução dentro do que preconizam as normas disponíveis”, observa Cláudio Mitidieri, pesquisador sênior do Laboratório de Tecnologia e Desempenho de Sistemas Construtivos do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas).

Vale lembrar que a especificação deve ser feita conforme os requisitos exigidos para cada componente especificamente, levando em conta o sistema como um todo. Isso porque, segundo Mitidieri, os critérios mecânicos, de isolação sonora e de resistência ao fogo, dentre outros, dependem também da concepção do sistema de um modo global.

Durante a seleção dos fornecedores, deve ser verificada a existência de processos de certificação de conformidade ou de qualificação. No caso do drywall, o Programa Setorial da Qualidade (PSQ) dos Componentes para Sistemas Construtivos em Chapas de Gesso para Drywall é o principal parâmetro usado para verificar a qualificação dos fornecedores.

A relação atualizada destas empresas pode ser acessada nos seguintes endereços eletrônicos:

• Site do PBQP-H
• Site da TESIS
• Site da Associação Brasileira do Drywall

CONHEÇA AS PRINCIPAIS NORMAS DO SETOR

NBR 15.758 (Sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall – Projeto e procedimentos executivos para montagem) – formulada em 2009, oferece todas as orientações para a correta aplicação do drywall em variadas situações, devendo ser considerada desde a elaboração do projeto até a montagem do sistema na obra.

NBR 15.575 (Edificações habitacionais – Desempenho) – também conhecida popularmente como norma de desempenho, define os níveis de desempenho para componentes de edificações habitacionais ao longo de sua vida útil.

NBR 14.715 (Chapas de gesso para drywall) – garante a qualidade das chapas de gesso para drywall. Nela, estão listados os requisitos necessários a serem atendidos, além dos testes e dos métodos de ensaios pelos quais as placas devem ser submetidas.

NBR 16.831 (Chapas de gesso diferenciadas para drywall – Classificação e Requisitos) – a mais recente das normas ABNT sobre drywall, em vigor desde 2020. Lista as características que cada uma dessas placas deve ter, como, por exemplo, a necessidade de requisitos adicionais que distinguem placas resistentes à umidade e ao fogo das placas de gesso do tipo standard (ST).

NBR 15.217 (Perfilados de aço para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall – Requisitos e métodos de ensaio) – estabelece os requisitos e métodos de ensaio para os perfilados de aço utilizados nos sistemas drywall. É usada pelos fabricantes, sendo que o atendimento dessa norma garante a qualidade dos perfilados de aço utilizados nos sistemas construtivos drywall.

NBR 16.726 (Feltro de lã de vidro para isolamento acústico e térmico em sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall – Requisitos e métodos de ensaio) – estabelece os requisitos e os métodos de ensaio para os feltros de lã de vidro para isolamento acústico nos sistemas drywall.

Este conteúdo foi publicado originalmente no site AECweb, com texto de Gisele Cichinelli. Confira na íntegra aqui.***